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No Ceará, 6 a cada 10 cigarros vendidos são ilegais

  

Mercado ilícito movimentou R$ 614 milhões no estado em 2024, de acordo com estudo Ipec

O mercado ilegal de cigarros avança no estado do Ceará. É o que mostra o mais recente levantamento feito pelo Instituto Ipec e encomendado pelo Fórum Nacional contra a Pirataria e a ilegalidade (FNCP). A participação do crime no mercado de cigarros saltou de 47%, em 2023, para 60% em 2024. O estudo estima que o contrabando tenha movimentado R$ 614 milhões. O crime atinge, também, os cofres públicos, uma vez que a atividade ilegal não paga impostos. Só em ICMS, a evasão fiscal ficou em R$ 184 milhões.

Para o presidente do FNCP, Edson Vismona, é importante que todos os brasileiros tenham a exata dimensão do impacto do mercado ilegal no país. “Reprimir o ilegal, além de conter a criminalidade, significa incentivar e apoiar quem produz dentro da lei, gerando empregos e renda. O esforço coletivo para conter o avanço da criminalidade é imprescindível”, destaca.

A rota do Suriname no avanço do contrabando

De acordo com especialistas, a rota alternativa do contrabando via Suriname impulsiona o mercado ilegal na região. O caminho marítimo tem se consolidado como uma alternativa vantajosa aos criminosos, reduzindo riscos de apreensão nas fronteiras terrestres tradicionais.

O trajeto é o seguinte: do Paraguai, os cigarros passam pela Bolívia e o Chile, onde iniciam o transporte marítimo pelo Porto de Iquique. Depois, dão a volta no Canal do Panamá até chegarem ao Suriname, de onde alcançam as cidades do Norte e Nordeste.

Uma logística complexa e cara, mas que parece compensar para os contrabandistas. Edson Vismona aponta para a íntima relação entre mercado ilegal de cigarros e o crime organizado: “não por acaso essas organizações também estão ligadas ao tráfico de drogas e armas, que, sabe-se, utilizam a mesma logística, incentivando a violência e afetando a segurança pública não só nas fronteiras, mas nas cidades de todo o País.”

Cenário nacional

O avanço do cigarro ilegal é reflexo da crescente estrutura do contrabando no país, que já domina 32% do mercado de cigarros, de acordo com o Ipec. A pesquisa indica, também, que o crime movimentou 34 bilhões de unidades de cigarro ilegal no Brasil em 2024. O montante é avaliado em R$ 9 bilhões. O levantamento estima que o contrabando de cigarros tenha causado um prejuízo de R$ 7,2 bilhões com evasão fiscal, apenas em 2024. Na soma dos últimos 12 anos essa quantia chega a aproximadamente R$ 105 bilhões.

Fábricas clandestinas

O mercado ilegal de cigarros é tão vantajoso que as organizações criminosas fabricam, em território nacional, verdadeiras cópias das marcas de cigarro paraguaias mais contrabandeadas. Ano passado, a polícia fechou nove dessas fábricas. Em geral, a fabricação acontece em grandes galpões, com mão de obra paraguaia e submetida a condições extremamente precárias de trabalho.

Os criminosos possuem maquinário profissional capaz de produzir milhões de maços de cigarros. Nos últimos 13 anos, foram mais de 64 fábricas desativadas em todo o país. Juntas, elas têm um potencial de faturamento anual de R$ 4 bilhões.

Raimundo Moura

Radialista formado, blogueiro, graduando em serviço social e Conselheiro Tutelar, atualmente apresento o Programa Alerta Geral Vale do Curu pela 91.9 de Pentecoste e colaboro com o Jornal Integração da Atitude FM de Itapajé.

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